sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

MAS...o que é isto ....?


Das duas três, e por ordem crescente do que, em minha opinião, poderá significar o "Editorial" da revista Sábado de ontem, 20.01.2011:
- ou eu aparvalhei, ou embruteci, mas não entendo a coluna, à direita, em branco, e o destaque. muito menos (o que está a meio);
- ou estou perante alguma técnica de comunicação, da qual já não me lembro, aquando as aprendi no meu tempo de jovem estudante, daquelas que nos levam a pensar e ou a fazer o contrário da mensagem que pensamos ser a mensagem principal;
- ou estamos perante um indisfarçável apelo à abstenção (?); E, se assim for, não poderei estar senão em total desacordo.

VOTAR É UM DEVER

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

J DE JANELA

De novo Boaventura de Sousa Santos.
De "Boaventura de A a Z, in Jornal de Letras de 12 a 25.01.2011."
J DE JANELA
Oportunidade para ver e respirar o que a maior parte das pessoas não tem tempo ou possibilidade de identificar e fruir. Contrariamente ao que pode parecer, a janela confunde-se facilmente com buraco e com muro pintado.
Alienação consiste em estar num buraco ou frente a muro pintado julgando que se está à janela.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

H DE HUMANIDADE

De novo Boaventura de Sousa Santos.
De "Boaventura de A a Z, in Jornal de Letras de 12 a 25.01.2011."

H DE HUMANIDADE

A mais exaltante aspiração das mulheres e dos homens de todo o mundo infelizmente até hoje não concretizada. O que tem dominado são concepções truncadas e paradoxais de humanidade em que a humanidade de uns assenta na negação autoritária da humanidade de outros, sob o pretexto de que são irremediavelmente  inferiores e, portanto, sub-humanos, sejam eles mulheres, indígenas, negros, judeus, comunistas, islâmicos, terroristas, crianças, etc. O cardápio da negação tem variado historicamente mas a negação não.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Redescobri Boaventura de Sousa Santos

Nestes tempos conturbados vim a redescobrir um ser com cujo pensamento muito me identifico.
No passado dia 01.01.2011 foi publicada uma entrevista no Jornal I com este sociólogo e, mais recentemente, no Jornal de Letras, Artes e Ideias de 12.01.2001 (n.º 1051) aparece nova entrevista e outros trabalhos sobre o mesmo.

Para ver a primeira entrevista ir por aqui:


ver a notícia directamente no Jornal I

Quanto ao "Jornal de Letras", recomendo a sua leitura numa qualquer biblioteca à vossa mão (dado que não consegui ir buscar à NET os textos em causa).
No entanto, começo hoje, aqui, a transcrever alguns dos seus ditos na referia publicação.
Assim:
"Boaventura, de A a Z
(e começando pelo F...)
F DE FMI
Acrónimo de Fome e Miséria Internacional conhecido pelo nome de Fundo Monetário Internacional, uma organização que nasceu com nobres intenções de estabilizar as finanças internacionais mas acabou transformado num clube de credores que zela pelos seus lucros a todo o custo, impondo aos países que caem sob a sua alçada três regras de ferro: liberalização dos mercados, privatização da economia e dos serviços públicos, destruição do Estado de bem-estar dos cidadãos e sua transformação em Estado de bem-estar do capital internacional. A destruição social e a injustiça que de tal decorre não entra no imaginário dos seus sacerdotes, para quem a pobreza é pecado dos pobres. Felizmente, hoje sabe-se que os países que saíram das crises em melhores condições foram os que se insurgiram contra as receitas do FMI. Só as segue quem é pusilânime, ignorante ou cúmplice. Tudo é mais fácil para o FMI quando as três características se juntam nos mesmos governantes"
(nota: o bold é da minha autoria).

Voltarei de novo até acabar o alfabeto.....

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

WIKIPÉDIA, A BIBLIOTECA QUE TODA A GENTE USA

A Wikipédia faz dez (10) anos esta semana

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

MALANGATANA

MALANGATANA
 
                         Morreu o pintor da identidade moçambicana



ou
                                  





quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

COM A BIBLIOTECA DE PESSOA À MÃO


Jornal Público
Sexta-feira, 22.10.2010 - Ípsilon
Isabel Coutinho (isabel.coutinho@publico.pt)

Ciberescritas

Com a biblioteca de Pessoa à mão

Numa lista de tarefas a realizar  que Fernando Pessoa deve ter escrito em 1913 lê-se: "fazer catálogo da biblioteca (minha)". E foi isto que os investigadores Jerónimo Pizarro, Patrício Ferrari e antónio Cardiello fizeram.
Catalogaram a biblioteca particular de Pessoa, que terá sido construída entre o final de 1898 e o Outono de 1935, é constituída por 1142 volumes, de todos os géneros e vários idiomas, densamente anotados e manuscritos. Mais tarde foi digitalizada e desde quinta-feira está disponível online - livro a livro, página a página - no "site" da Casa Fernando Pessoa. "Entendemos que uma biblioteca desta importância devia tornar-se património da humanidade - e não apenas dos que podem deslocar-se a esta Casa onde Fernando Pessoa viveu os últimos quinze anos da sua vida", explica a directora da Casa Fernando Pessoa, Inês Pedrosa, quando s entra no "site" que pode ser acedido em português ou inglês.
E não poderia ser de outra maneira para um projecto que quer ser universal. Ainda para mais quando a maior parte dos livros que estão na biblioteca Fernando Pessoa está escrita em língua inglesa. "Parece antes a biblioteca de um autor inglês que tivesse necessidade de recorrer a traduções francesas e algum interesse especial pela literatura portuguesa. Pessoa comprava livros na Livraria Inglesa de Lisboa e encomendava livros de Inglaterra com alguma assiduidade. Muitos dos títulos portugueses que constam da sua biblioteca foram-lhe oferecidos, como revelam diversas dedicatórias" explicam os estudiosos na introdução do primeiro volume de "A Biblioteca Particular de Fernando Pessoa" (ed. D. Quixote) dedicado a este acervo.
"Senão soubéssemos quem foi o proprietário, dificilmente avinharíamos que foi um escritor português; até porque uma grande parte das notas manuscritas estão em inglês, algumas referências remetem para a África do Sul e vários livros estão assinados por Alexandre Search ou outros nomes ingleses".
Numa nota prévia que se pode ler online, Jerónimo Pizarro lembra que no poema "Un lector" Jorge Luís Borges escreveu: "Que otros se jacten de las páginas que han escrito;| a mí me enorgullecen las que he leído".
E questiona o investigador: "Que leu Pessoa? Com que propósitos? Estas são só algumas das perguntas que agora se podem começar a formular com mais assiduidade."
A biblioteca do autor do "Livro do Desassossego" está classificada por categorias temáticas e em destaque, acrescenta Inês Pedrosa, estão páginas que incluem manuscritos dom próprio Pessoa - ensaios e poemas escritos nas páginas de guarda dos livros.
Pode fazer-se pesquisa por autor, por ano ou por ordem alfabética ou por temas (psicologia, generalidades, religião, teologia, etc) e foram adicionadas interpretações sobre as suas motivações para a aquisição de determinadas obras. As secções incluem Anotações, Assinaturas, Dedicatórias, Selos (que ainda exibem as identificações das lojas em que os livros foram comercializados), Estudos, Bibliografia. E foi com o apoio da Fundação Vodafone Portugal que foi possível colocar online a totalidade das páginas de cada volume e disponibilizá-las  para consulta página a página ou fazendo o download da obra completa (em versão PDF ou JPG). Nunca os livros de Pessoa estiveram tão à nossa mão.